4 de abr. de 2014, 22:07 com 5 comentário(s)

Hoje quero compartilhar uma experiência pessoal. Não sei por que acho que devo recordar desse fato, mas certa parte de mim quer que eu o veja e reflita por que tive que passar por isso.
A um tempo atrás, eu fiquei com medo de ser substituída. Sim, ora a ideia boba da criatura. Já tem um tempo que tenho esse problema de 'existência', tais como 'Por que eu só consigo atrapalhar a todos?' ou algo como 'Será que realmente presto para alguma coisa?', bem bobo, não? A pouco tempo atrás, pensei que as pessoas a minha volta me odiassem, eu não falava com ninguém, ficava apenas o dia inteiro olhando para a tela do computador, chorando e me perguntando por que eles não viam aqui e colocassem um fim nisso, no pior sentido. Sim, eu era covarde e queria que eles fizessem o trabalho sujo por mim. Tenho medo de ser um fardo para as pessoas, sei que não posso ajudar a nenhuma delas de nenhuma maneira e sei que elas estão apenas fingindo, sei que há um sofrimento enorme atrás daqueles rosto sem emoção; eles são péssimos atores.
Eu nunca lutei verdadeiramente por algo, sempre sentei e assisti, deixando ver o que eles fariam sem que eu me intrometesse. O resultado sempre era obvio, mas as vezes eu tentava acreditar que o que eu queria realmente poderia vir a se tornar real, ilusão. Acabou que virei apenas um corpo se arrastando pelos cômodos desejando não ser vista pelos moradores, não conseguia nem criar coragem para sair da minha toca. De fato, passei fome. Passava as tardes torcendo para ninguém escutar a minha respiração irregular provocada por ansiedade e aflição, as vezes eu sedia, mas mesmo assim, o apetite não vinha, se eu me forçasse a comer, passava mal, e pior, tinha medo de vomitar a minha comida, um nível que realmente tenho medo de chegar.

Cada dia que passa eu vou me sentindo pior, cansada, fraca, tonta, exausta, doente, e por que isso começara a pouco tempo, tenho medo de cair no meio da rua, tropeça no enquanto subia as escadas ou desmaiar nas aulas escolares. Olhei para mim mesma na frente de um espelho, se a situação piorasse, em algumas semanas, iria ficar doente, e eu não queria. Tentei me forçar a comer, no incio nem metade entrava com prazer, por isso acabei reduzindo a minha quantidade de refeições, provavelmente duas por três por dia, mas quando o final de semana chegasse, não iria comer nem metade do que no dias normais.
Olhe a parte engraçada da história... Como alguém que vê outra pessoa uma vez a cada dois meses consegue deduzir mais coisas do que alguém que vê o mesmo indivíduo todos os dias? Acho que esta resposta é algo além dos meus conhecimentos. Só sei que, com apenas algumas frases, consegui recuperar grande parte do meu ânimo, se não por completo. Realmente estou parecendo uma caveira, com pescoço fino e olhos fundos, mas em menos de uma hora recuperei forças para voltar a ser saudável como era antes, ou de uma maneira que nunca fui.
Aqui se encontra a moral da história, talvez um pouco exagerada pela minha cabeça... Há sempre uma luz no fim do túnel, sempre teremos alguém, mesmo longe, que pensa em nós todos os dias, ou pelo menos na maioria deles. No final das contas, o mundo não está totalmente perdido.
Thanks also for the chocolate box, it's yuumy.
